Todo mundo quer ser a pessoa responsável por fazer o grumpy sorrir, admita.
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O que é grumpy x sunshine?
De um lado: o grumpy. Reservado, seco, com uma expressão que intimida qualquer tentativa de aproximação. Fala pouco, sorri menos, e tem uma lista mental de coisas que o irritam que cresce a cada capítulo. Por baixo de tudo isso — spoiler que não é spoiler — há um coração que sente demais e aprendeu cedo que é mais seguro não mostrar.
Do outro lado: o sunshine. Radiante, otimista, cumprimenta estranhos na rua com um sorriso genuíno. Vê o bem nas pessoas antes de ver qualquer outra coisa. Tem uma energia que enche o ambiente e que, especificamente, tem o poder de desmontar o grumpy com uma consistência que ele não consegue explicar e que definitivamente o irrita mais do que tudo.
Juntos: um dos pares mais equilibrados e mais inevitáveis do romance contemporâneo.
Por que grumpy x sunshine funciona tão bem?
O grumpy x sunshine funciona porque o contraste não é decorativo — ele é funcional. Os dois personagens têm exatamente o que o outro precisa, e a narrativa vai revelando isso aos poucos, de um jeito que parece orgânico em vez de forçado.
O sunshine suaviza o grumpy sem tentar mudá-lo. Ele não chega com um projeto de reforma pessoal — ele simplesmente existe perto do grumpy e, nessa proximidade, algo vai cedendo. O grumpy, por sua vez, oferece ao sunshine uma solidez, uma presença constante, um porto seguro que a pessoa radiante muitas vezes não tem, porque está sempre ocupada cuidando de todo mundo.
E tem aquele momento específico — você vai saber quando chegar — em que o grumpy sorri. Só pra aquela pessoa. Pela primeira vez. É a cena mais satisfatória do universo do romance e não estou exagerando.
Elementos que fazem grumpy x sunshine funcionar
Um grumpy com profundidade. O personagem fechado precisa ter uma razão para ser assim. Trauma, decepção, proteção — o que for. Grumpy sem backstory é só rude. Grumpy com história é um personagem que você vai querer proteger.
Um sunshine que não é ingênuo. O personagem radiante não pode ser apenas alegria superficial. Os melhores sunshines têm suas próprias lutas — eles escolhem o otimismo, não é automático. Isso os torna muito mais interessantes e muito mais reais.
A primeira rachadura. O momento em que o grumpy, pela primeira vez, age de um jeito inesperadamente gentil com o sunshine. Pode ser pequeno — oferecer ajuda sem ser pedido, lembrar de algo que foi mencionado de passagem. É a primeira prova de que por baixo de toda aquela armadura tem alguém que está prestando atenção.
A virada. Quando o grumpy finalmente aceita o que está sentindo — pra si mesmo, antes de qualquer declaração — e decide parar de resistir. É o coração do trope.
Exemplos famosos de grumpy x sunshine

A Vida é Muito Curta (Life’s Too Short), de Abby Jimenez
Vanessa é sunshine que vive no carpe diem. Adrian é controlador, metódico, incapaz de deixar a vida ser imprevisível. Ela diz pra ele que ele não consegue ver as formas nas nuvens porque está ocupado demais para olhar pra cima. É um grumpy x sunshine emocionalmente denso e é lindo. Compre na Amazon.

A Razão do Amor (Love on the Brain), de Ali Hazelwood
Bea é neurocientista sunshine que precisa trabalhar com Levi, seu rival grumpy e brilhante. A química é palpável, o banter é delicioso, e a Hazelwood tem um talento especial pra fazer o grumpy parecer completamente humano por baixo de toda a rispidez. Compre na Amazon.

As Coisas que Nunca Superamos (Things We Never Got Over), de Lucy Score
Knox Morgan é o grumpy no seu estado mais puro: hostil por padrão, econômico em palavras, completamente avesso a qualquer pessoa que irradie otimismo. Naomi irradia otimismo. O que Lucy Score faz com esse choque é usar a resistência de Knox como termômetro — cada milímetro que ele cede revela algo sobre os dois, e acompanhar esse processo é exatamente tão satisfatório quanto parece. Compre na Amazon.
Esse foi o post #5 da série sobre os 15 tropes essenciais do romance contemporâneo. Se você está chegando agora, o início da série está no Enemies to Lovers. A seguir: Forced Proximity — porque o universo às vezes empurra as pessoas certas para o mesmo espaço pequeno.
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