8 Romances com Fake Dating: quando fingir vira sentir

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Porque se tem uma coisa melhor do que dois personagens fingindo namorar, é o momento em que eles param de fingir

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Fake dating é o trope que funciona como uma armadilha emocional perfeita. Dois personagens que deveriam saber exatamente onde estão pisando — afinal, foi tudo combinado com antecedência, com regras, com data de encerramento — e que inevitavelmente perdem o controle do roteiro que eles mesmos escreveram.

O que torna esse trope irresistível não é a premissa, que é quase sempre absurda se você parar pra pensar. É o que acontece depois que o acordo é fechado: a intimidade construída sob pretexto de performance. Os dois precisam convencer o mundo de que estão apaixonados — e no processo, convencem a si mesmos. O leitor assiste a essa armadilha se fechando capítulo a capítulo, sabendo muito antes dos personagens o que já está acontecendo. E isso, como qualquer leitora de romance sabe, é puro prazer.

Uma nota antes de começar: Elena Armas aparece duas vezes nessa lista. Não é descuido de curadoria — é reconhecimento de que o fake dating parece ter sido inventado especificamente para ela. Quando você terminar os dois livros, vai entender.

Esses são os oito que eu recomendo quando alguém me pede fake dating de verdade — não o tipo que aparece na sinopse e some no terceiro capítulo. O tipo que constrói, que sufoca, que faz você querer entrar no livro e gritar o óbvio enquanto os dois ficam ali, fingindo fingir.

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A Hipótese do Amor

(The Love Hypothesis), de Ali Hazelwood

Olive Smith beija um estranho para convencer a melhor amiga de que está seguindo em frente depois do ex. O estranho é Adam Carlsen — professor famoso por ser o pesquisador mais inacessível do departamento. E a solução que os dois encontram é de uma lógica absurda e encantadora: fingir namorar para resolver os problemas de cada um com uma tacada só. Ela precisa que os amigos acreditem que a vida segue. Ele precisa que o mundo acadêmico acredite que existe vida além dos artigos científicos.

O fake dating aqui tem um sabor específico porque Ali Hazelwood usa o ambiente acadêmico com inteligência: a assimetria de poder entre uma pós-doutoranda e um professor renomado está sempre presente, e isso dá peso ao que deveria ser só uma comédia de equívocos. Adam é daqueles heróis que a gente vai entendendo aos poucos — na superfície, intimidante; embaixo, a pessoa mais presente da história inteira. Tem um momento em que ele defende Olive de uma forma que ninguém pediu e que ela não esperava, e é nesse instante que a armadilha se fecha. Para ela. Para você. Para todo mundo.

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Uma Farsa de Amor na Espanha

(The Spanish Love Deception), de Elena Armas

Lina precisa aparecer numa festa de casamento na Espanha com um namorado — e o único voluntário disponível é Aaron, o colega de trabalho que ela não suporta há anos por razões que ela prefere não examinar de perto. O acordo é simples. Os sentimentos, como sempre, não respeitam acordos.

Elena Armas escreve um fake dating com aquele desequilíbrio delicioso em que um dos dois já sabe o que sente e o outro está em negação total. Lina passa boa parte do livro convicta de que odeia Aaron. Aaron passa boa parte do livro sendo, discretamente, a pessoa mais apaixonada da história toda. A Espanha é cenário perfeito para tudo isso desmoronar, e Elena Armas aproveita cada detalhe — o calor, as ruas, os jantares de família — para transformar a encenação em algo que começa a parecer real de um jeito que nenhum dos dois planejou.

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O Acordo

(The Deal), de Elle Kennedy

Garrett Graham é o astro do hóquei do campus e está prestes a ser suspenso do time por causa de uma nota baixa em ética. Hannah Wells é a última pessoa que ele esperava ver sendo sua tutora. O acordo que os dois firmam é simples na superfície: ela ajuda com as aulas, ele aparece como namorado falso para despertar o ciúme do cara que ela quer. Parece justo. Parece controlado. Parece exatamente o tipo de plano que vai completamente por água abaixo.

O que O Acordo faz de melhor é mostrar como o fake dating funciona como acelerador de intimidade. Garrett e Hannah se conhecem de verdade dentro do acordo — sem a pressão das expectativas de um relacionamento real — e quando essa intimidade transborda para fora dos limites combinados, os dois não sabem bem o que fazer com o que já sentem. Um dos primeiros grandes fake datings da era BookTok, e ainda um dos melhores. Não é por acaso que está virando série na Prime Video. Estreia em 13 de Maio.

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Imperfeitos

(The Unhoneymooners), de Christina Lauren

O casamento da irmã gêmea de Olive foi inteiramente financiado a golpes de sorte — de concursos culturais ao buffet, passando pela lua de mel em Maui. A única coisa que o bom karma da irmã não previu foi a intoxicação alimentar que derrubou todos os convidados na hora do jantar. Todos, exceto Olive — alérgica a frutos do mar — e Ethan, o cunhado que ela não suporta, que simplesmente não gostou do buffet. E agora tem uma lua de mel no Havaí que não pode ser cancelada esperando por dois inimigos que, tecnicamente, não têm motivo para não ir.

A lógica que leva os dois a fingir ser recém-casados numa ilha paradisíaca é exatamente tão absurda quanto parece — e exatamente tão divertida quanto você está imaginando. Christina Lauren usa o cenário com inteligência: o isolamento de uma viagem, a intimidade forçada de dividir um quarto de hotel, o absurdo de fingir felicidade conjugal para estranhos enquanto você mal suporta a pessoa ao lado. O humor é afiado, o banter é delicioso, e Ethan é do tipo de herói que a gente vai entendendo devagar, camada por camada, até perceber que perdemos a cabeça por ele sem avisar.

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Dois Erros, Um Acerto

(Two Wrongs Make a Right), de Chloe Liese

Jamie e Bea são apostos em tudo e tiveram um primeiro encontro que foi, diplomaticamente falando, um desastre. Quando os amigos insistem em jogá-los um no colo do outro por meio de um encontro armado, os dois chegam à única conclusão razoável: vingança. O plano é simples e perfeitamente maquiavélico — fingir namorar de forma tão ridiculamente apaixonada que os amigos fiquem convencidos de que acertaram em cheio, e então terminar de forma espetacular para acabar com o casamenteiro de uma vez por todas.

O que Chloe Liese faz com essa premissa é encantador: Jamie e Bea entram no acordo querendo se vingar e saem descobrindo que fingiram tão bem que não sabem mais onde termina a performance. Jamie é pediatra ansioso que esconde a ternura atrás de rigidez; Bea é artista autista que usa a irreverência como escudo. Os dois têm representação de saúde mental tratada com um cuidado que faz diferença. E o hedgehog de terapia da Bea rouba absolutamente todas as cenas em que aparece.

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A Destruidora de Casamentos

(The Wedding Crasher), de Mia Sosa

Solange Pereira estava no lugar errado e na hora certa — ou errada, dependendo de qual dos dois lados da equação você pergunta. Recrutada pela prima para ajudar na organização de um casamento, ela flagra a noiva em situação comprometedora e toma uma decisão que parecia óbvia naquele momento: interrompe a cerimônia. O noivo, Dean Chapman, tinha todo o futuro planejado naquele casamento — incluindo a promoção dos sonhos, que dependia de ele estar num relacionamento estável.

O que acontece a seguir é que Dean, sem muita alternativa, dá o nome de Solange como nova parceira para os colegas de trabalho. E Solange, sentindo-se culpada por ter destruído os planos de um desconhecido, concorda em ajudar. O fake dating aqui nasce de dívida, não de acordo frio, e isso muda a dinâmica inteira — Solange não está apenas fingindo, está tentando compensar algo. Dean não está apenas se aproveitando da situação, está descobrindo o que queria mesmo. E os dois são protagonistas com camadas, senso de humor e uma química que vai esquentando num ritmo que Mia Sosa controla com maestria.

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A Guarda-Costas

(The Bodyguard), de Katherine Center

Hannah Brooks é uma guarda-costas profissional, especialista e completamente dedicada ao trabalho — até que um acidente afasta temporariamente do serviço e ela aceita uma missão mais discreta: proteger Jack Stapleton, astro de Hollywood recluso que precisa de segurança discreta durante uma visita à família no Texas. O problema é que a família de Jack não pode saber que ele precisa de proteção — o que significaria admitir que há um risco real. Então Jack toma uma decisão que parece simples na hora: pede que Hannah finja ser a namorada dele para que a presença dela no meio da família não levante suspeitas.

O fake dating aqui tem uma camada que poucos outros livros da lista têm: Hannah é a profissional treinada para manter distância, e Jack é o cliente que ela está ali para proteger. A inversão de poder é real — ela é a especialista, ele é o vulnerável — e Katherine Center usa isso para criar uma tensão que vai muito além do romance. Tem família disfuncional, tem Texas caloroso, tem a exaustão de manter uma performance para pessoas que você genuinamente começa a gostar. E tem um herói que se apaixona primeiro e espera com aquela paciência específica de quem sabe que não pode pressionar.

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O Dilema da Noiva

(The Fiancé Dilemma), de Elena Armas

Josie Moore tem um histórico amoroso que, diplomaticamente falando, é complicado: quatro noivados desfeitos e um pai ausente que resolveu reaparecer na vida dela no pior momento possível — quando está prestes a estampar uma matéria de revista ao lado da família. O histórico de Josie não é exatamente a imagem que o pai, figura pública de peso, quer projetar na aposentadoria. Josie precisa de um noivo. Urgente.

Matthew Flanagan aparece literalmente atolado na lama na entrada da cidade — desempregado, sem rumo, e de repente sendo apresentado ao mundo inteiro como o quinto noivado de Josie Moore antes de ter conseguido secar os sapatos. O que começa como um mal-entendido vira um acordo: Matthew entra no papel de noivo apaixonado, a cidade inteira acredita que desta vez vai ser diferente, e os dois tentam convencer todo o mundo — e a si mesmos — de que é tudo ficção. Elena Armas usa a cidadezinha de Green Oak como palco perfeito para esse fake engagement se expandir e tomar conta de tudo: não tem como esconder nada quando todo mundo te conhece. E Matthew, que entra no acordo sabendo exatamente o que está arriscando, é o tipo de herói que a gente vai entendendo aos poucos — e que cai primeiro, mais fundo, e com mais graça do que qualquer um esperava.

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