Resenha: The Chase – A Busca de Summer e Fitz, de Elle Kennedy

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Ela é sol e brilho. Ele é tatuagens e silêncio. E dividir o mesmo teto foi a melhor pior decisão das suas vidas

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FICHA RÁPIDA

  • Título original: The Chase
  • Data de publicação: EUA: 2018 | Brasil: 2019
  • Tropes: forced proximity, grumpy x sunshine, opostos que se atraem
  • POV: Duplo (dual POV)
  • Temperatura: Quente — cenas explícitas presentes
  • Faixa etária dos protagonistas: Jovens adultos universitários
  • Ambiente: Campus universitário, república compartilhada
  • Ritmo: Médio — slow burn bem construído com humor alto

Se você passou pelos quatro livros de Amores Improváveis (Off-Campus) e ficou curiosa sobre o que a série Briar U iria entregar, The Chase responde essa pergunta da melhor forma possível: entregando exatamente o que você queria, com personagens novos que você vai adotar em questão de capítulos.

Summer Di Laurentis — irmã do Dean — chega à Briar U depois de um período difícil em outra universidade, que a autora deixa deliberadamente vago nos detalhes iniciais. Ela é moda, brilho, energia solar em estado concentrado. O tipo de pessoa que cumprimenta estranhos com sorriso genuíno e que vê o lado bom das coisas não por ingenuidade, mas por escolha. Quando acaba dividindo república com os amigos do irmão, incluindo Colin ‘Fitzy’ Fitzgerald, ela não espera que o mais fechado do grupo se torne a pessoa em quem mais vai pensar.

Fitzy é grumpy com textura. Não é o tipo de grumpy performático de quem quer atenção sendo misterioso — é o tipo genuíno, de alguém que prefere jogos de videogame a festas, que tem poucas palavras, mas todas elas contam, e que construiu uma distância do mundo que funciona muito bem até Summer aparecer e começar a desmantelá-la sem nem perceber que está fazendo isso. Tatuagens, introversão, um coração que sente demais e zero disposição para admitir isso.

A dinâmica entre os dois é dos melhores exemplos de grumpy x sunshine da série inteira porque a Elle Kennedy não faz do sunshine uma missão de reforma pessoal. Summer não está tentando consertar Fitzy ou transformá-lo em alguém mais aberto. Ela simplesmente existe perto dele, com aquela energia que não pede permissão para ocupar o espaço, e Fitzy, lentamente, encontra na presença dela algo que não sabia que precisava. E Summer, por trás de toda a radiância, tem as próprias inseguranças — coisas que ela carrega do período anterior a Briar U que a autora vai revelando com cuidado ao longo do livro.

O forced proximity da república compartilhada é usado com inteligência: não é só a proximidade física que cria intimidade, é a inevitabilidade das conversas, das manhãs, das noites em que você está cansado demais para manter a armadura no lugar. A cena em que Fitzy finalmente entende o que sente — específica, silenciosa, completamente característica desse personagem — é das mais satisfatórias do universo BriarU.

The Chase funciona porque por baixo do humor e da química irresistível, é uma história sobre duas pessoas que aprenderam a se proteger de formas completamente diferentes — e que encontraram uma na outra o único lugar onde baixar a guarda parece seguro. Sobre o que acontece quando alguém simplesmente fica, sem exigir que você seja diferente do que é.

Para quem está chegando sem ter lido a série Amor Improváveis (Off-Campus): The Chase funciona muito bem como ponto de entrada da nova série. Summer Di Laurentis faz uma aparição brevíssima no universo anterior, mas você não precisa de nenhum contexto para entrar na história dela. Para quem leu tudo: o Dean aparece, e reencontrá-lo como irmão mais velho é uma alegria específica que só esse universo oferece.

Bem-vinda à série Briar U. Fitzy vai te quebrar do jeito mais gentil possível.

É pra você que…

  • Ama grumpy x sunshine quando o sunshine tem profundidade real por baixo da energia positiva
  • Quer forced proximity bem executado com personagens que você vai amar independentemente
  • Está buscando o melhor ponto de entrada para a série Briar U
  • Leu Amor Improváveis (Off-Campus) e quer reencontrar o universo por um ângulo diferente

Não é pra você que…

  • Prefere ritmo mais rápido — o slow burn aqui é deliberado e leva um tempo para entregar
  • Quer entender tudo do passado de Summer rapidamente — o livro constrói essa revelação gradualmente
  • Espera o mesmo humor intenso de O Jogo — este é mais suave e mais emocional

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