Resenha: The Dare – O Jogo de Taylor e Conor, de Elle Kennedy

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Uma aposta da irmandade, o jogador mais popular do campus, e a descoberta de que as aparências enganamnos dois sentidos

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FICHA RÁPIDA

  • Título original: The Dare
  • Data de publicação: EUA: 2020 | Brasil: 2020
  • Tropes: Fake dating, opostos que se atraem, friends to lovers
  • POV: Duplo (dual POV)
  • Temperatura: Quente — cenas explícitas presentes
  • Faixa etária dos protagonistas: Jovens adultos universitários
  • Ambiente: Campus universitário, vida de irmandade e hóquei
  • Ritmo: Médio — começa rápido, ganha profundidade gradualmente

The Dare começa com uma premissa que é, objetivamente, um pouco cruel: as “irmãs” da fraternidade de Taylor Marsh propõem um desafio: seduzir Connor Edwards — o jogador mais cobiçado do campus, o tipo de cara que não fica duas vezes com a mesma garota. O plano era simples. A humilhação, pública. O que ninguém esperava é que Connor, em vez de rir na cara dela, topar a farsa — e querer continuar topando.

Taylor é aquela protagonista que o universo Briar U precisava: não é a mais popular, não é a mais segura de si, e carrega o complexo do patinho feio de um jeito genuíno, sem ser autocomiserativo. Teimosa, sarcástica, inteligente — e dura demais consigo mesma de um jeito que dói reconhecer. Anos de bullying deixaram marcas que nenhum elogio apaga de uma hora pra outra, e Elle Kennedy acerta num detalhe que muitos romances erram: Taylor não sara porque Connor acha ela bonita. Ela sara porque ele repete, com paciência e consistência, até que ela consiga começar a acreditar. Leva tempo. Leva repetição. E o livro respeita isso.

Connor é a surpresa do livro — e da série inteira. A fachada de garoto popular, presente em todas as festas e em todas as camas, esconde uma história que a Elle vai revelando com cuidado: alguém que passou a vida esperando ser descartado, porque foi o que aprendeu que acontece com ele. O pai foi embora. Outros foram embora. Taylor também vai, mais dia menos dia — ele tem certeza disso. O que torna Conor especial não é a dor que carrega, mas o que faz com ela: em vez de endurecer, desenvolveu um instinto para a empatia que é raro até na ficção. Quando a revelação completa chega, você vai querer voltar ao começo e reler as cenas com esse contexto. É o tipo de personagem que você fecha o livro querendo que seja real.

O que torna o romance entre os dois especialmente satisfatório é que começa como algo completamente falso e vai se tornando uma amizade real antes de se tornar qualquer outra coisa. Connor é o primeiro a defender Taylor para as pessoas que a menosprezam. Taylor é a primeira a enxergar Conor além do que ele apresenta. Esse reconhecimento mútuo é o coração do livro.

Críticas existem e merecem ser ditas. A rivalidade feminina dentro da irmandade de Taylor é um elemento que incomoda — mulheres se diminuindo por homens, competindo por validação — de formas que o livro trata com leveza demais. O arco da mãe de Taylor, que explica boa parte das inseguranças dela, fica subdesenvolvido quando tinha potencial para ser muito mais. E temas importantes — aceitação do próprio corpo, invasão de privacidade, divulgação de vídeo sem consentimento — aparecem tarde demais, perto do fim do livro, quando poderiam ter sido tecidos na narrativa com mais antecedência.

.The Dare talvez seja livro com mais defeitos da série Briar U, mas entrega o suficiente para ser satisfatório, especialmente para quem leu os livros em ordem. As conexões com os personagens anteriores aparecem de forma que funciona. E Conor Edwards é o herói de quem mais senti falta quando acabou. Às vezes é assim: a história tropeça, mas o personagem fica. E Conor vai ficar por um bom tempo.

É pra você que…

  • Ama quando o personagem popular revela profundidade que ninguém via
  • Quer um romance que comece como farsa e se torne amizade real antes de qualquer outra coisa
  • Aprecia heroínas que crescem a partir de escolhas que elas mesmas reconhecem ter sido erradas
  • Quer o fechamento da série Briar U antes de partir para Campus Diaries

Não é pra você que…

  • Espera que o fechamento de série tenha o mesmo impacto do livro inaugural — a comparação com The Chase é inevitável
  • Prefere resoluções bem amarradas para todos os arcos secundários
  • Se irrita com protagonistas que demoram a perceber que o ambiente que escolheram é tóxico

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